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07/08/2018

OFICINA SECRETA DE DRAMATURGIA SOMENTE PARA MULHERES DE TODOS OS SEXOS

Marcia Zanelatto

O CURSO

Conversar sobre a dominação da estrutura narrativa clássica, como essa forma se aninhou em nossos corações e mentes e quais suas consequencias visíveis e invisibilizadoras. Desvendar o conteúdo patriarcal da estrutura clássica, esmiuçando quais as tarefas dessa narrativa na produção de ficção e como ela altera a percepção das realidades íntimas e sociais e as impressões do simbólico.

Pesquisar o que existe para além das características dessa estrutura, algumas hipóteses:

  • torções temporais diagonais e não cronológicas
  • ação hiper-subjetiva, com plataformas realistas, filosóficas e poéticas concomitantes para expandir o trabalho da atuação em cena (subsituindo a ideia de objetivo e confronto - protagonismo e antagonismo)
  • personagens sem objetivo, plenos de vazio, aos quais tudo falta e nada falta
  • criação de camadas simultâneas de espaço físico para o correr da ação no palco

Partir em busca de estruturas narrativas não-patriarcais, em que os valores atribuídos ao feminino ganhem formas dramatúrgicas.

Avaliar qual o impacto desse tipo de produção na desconstrução do imaginário contemporâneo, e, principalmente, o quanto ela pode libertar iminentes formas de criação, autopercepção e autoidentificação nos processos íntimos e nos coletivos.

Público alvo:

Mulheres de todos os sexos e de todas as áreas do saber interessadas e/ou comprometidas com a escrita para teatro e não só para ele.

PROFESSOR(A)

Marcia Zanelatto é escritora, vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Suas peças de teatro mais recentes são: A peça escocesa, direção de Paulo Verlings, 2018; ELA, direção de Paulo Verlings, vencedora do Prêmio Botequim Cultural, Melhor Texto 2017 e indicada ao Prêmio Shell, Melhor Autora e ao Prêmio CESGRANRIO, Melhor Texto. Fatal, dirigida por Guilherme Leme e indicada ao Prêmio Shell 2016 de Melhor Texto; Por amor ao mundo - um encontro com Hannah Arendt, 2015, Deixa Clarear, 2013, e Desalinho, vencedora do Prêmio APTR na Categoria Melhor Texto de 2014 e indicada ao Prêmio CESGRANRIO, Melhor Texto 2014, as três são dirigidas por Isaac Bernat; Eles não usam tênis naique, dirigida por Isabel Penoni, com a Cia. Marginal, 2015, vencedora dos Concurso Sexualidade, Violência e Justiça nos Espaços Populares e do Edital de Internacionalização de Espetáculos, FUNARTE; Tempo de Solidão, dirigida por Ivan Sughara, vencedora do Seleção Brasil em Cena, 2009.

No Exterior, teve sua peça Lest we forget, dirigida por Anna Mors, exibida na mostra Red Like Embers, do Theatre503, em Londres e na mostra Dreams Before Daws, no Theatre de Menilmontant, em Paris. É autora comissionada pelo Royal Exchange Theatre/UK, para o projeto BIRTH, com a peça The Birth Machine e é uma dos 14 dramaturgos da publicação Teatro Contemporâneo Brasileiro, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores para a difusão da dramaturgia brasileira no Exterior. Participou do Pen World Voices, 2017, com a peça Genderless - an outlaw body e do Female Voices From Brazil, 2017, com a peça The Body's Night, ambos no Martin E. Segal Center Theatre, Nova Iorque.

Também escreveu a biografia Thammy - Nadando contra a corrente. É idealizadora da Ocupação Grandes Minorias - Teatro Glauce Rocha, 2015 e da Ocupação Rio Diversidade, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, 2016, indicada ao Prêmio Shell, Categoria Inovação, e Prêmio APTR, Categoria Especial.

PROGRAMA

DATAS
07/08 | 14/08 | 21/08 | 28/08
HORA

19:30 às 21:30
VALOR

R$ 480,00 ou em 2X de R$ 240,00
INSCREVA-SE AQUI